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Correios: atendimento à população segue normalmente em todo o país

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Brasília, 27/4/2017 – Os Correios estão operando normalmente em todos os Estados. A paralisação parcial dos trabalhadores dos Correios, que ocorre nesta quinta-feira (27), não afeta o atendimento à população. As agências estão abertas em todas as regiões do país e serviços como Sedex e Banco Postal estão disponíveis. Somente os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje) estão suspensos.

O movimento concentra-se, principalmente, na área operacional. Mesmo assim, em algumas unidades, muitos empregados estão sendo impedidos, pelos sindicatos, de entrar em seus locais de trabalho. Os Correios já estão adotando as medidas necessárias, inclusive jurídicas, para resolver esses casos pontuais.

Levantamento parcial realizado na manhã de hoje mostra que 86,31% do efetivo total dos Correios no Brasil está presente e trabalhando – esse número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

Negociação — Apesar de a greve ser um direito do trabalhador, a empresa esclarece que está cumprindo todas as cláusulas do Acordo Coletivo vigente e que considera a paralisação, neste momento delicado pelo qual passam os Correios, um ato de irresponsabilidade, uma vez que está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores.

Os Correios esclarecem, ainda, que o movimento sindical reivindica, entre outras medidas, a reforma da Previdência e Trabalhista, que são temas de cunho constitucional e de políticas governamentais dos quais os Correios não possuem governabilidade, não havendo qualquer possibilidade de tais temas serem objetos de pautas de negociações entre a empresa e as entidades representativas dos empregados.

 

Fonte: Correios

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

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Os trabalhadores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado hoje (26) a partir das 22h. As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

A estatal afirma que teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos. Já a Federação alega que a receita tem crescido.

“O que tem acontecido é um plano de desmonte próprio da empresa, atacando a própria qualidade e universalização do serviço. Faz parte de um projeto privado com interesse de entrar no mercado”, disse a secretária de Imprensa da Fentect, Suzy Cristiny.

Segundo a entidade, a “privatização” coloca em risco o direito da população aos serviços dos Correios, já que a empresa tem fechado agências em cidades menos lucrativas. “Mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil”, informou a federação.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tem dito que é contra privatizar os os Correios, mas que a empresa terá que fazer “cortes radicais” de gastos para evitar a privatização, já que o governo não socorrerá a empresa financeiramente.

 

Críticas dos grevistas

Além do fortalecimento de franqueados e o fechamento de agências próprias, o que, na opinião da federação, “esvazia os negócios da empresa para a iniciativa privada”, a Fentect critica os repasses da empresa ao governo federal acima do valor estabelecido. “Nos últimos anos, os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa”, informou.

A entidade cita ainda o distrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal com o Banco do Brasil e a destinação de R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas e pede uma auditoria na contabilidade da empresa.

Os sindicatos de todo o país se reúnem hoje (26) para referendar a manifestação sobre a greve. As entidades e a empresa já promoveram mesas de negociação, mas, segundo a secretária, não houve avanços. Ela disse ainda que os trabalhadores dos Correios se unirão às manifestações marcadas para a próxima sexta-feira (28) contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Além da mobilização pelo fortalecimento institucional dos Correios e universalização dos serviços, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, a contratação de novos funcionários, mais segurança nas agências, o retorno da entrega diária e o fim da suspensão de férias.

Outro lado

Em nota, a empresa informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado, os Correios adotarão as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços. “Uma paralisação dos empregados neste momento delicado pelo qual passa a empresa é um ato de irresponsabilidade, uma vez que a direção está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”, informou. Os Correios não se manifestaram sobre as reivindicações dos trabalhadores.

 

Fonte: AgênciaBrasil

 

Governo autoriza reajuste de 7,49% nas tarifas postais dos Correios

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Primeiro porte da carta não comercial subirá de R$1,15 para R$ 1,23. Telegrama nacional redigido pela internet passará de R$ 7,07 para R$ 7,60 por página.

Servidor dos Correios é preso por furtar e revender celulares do fluxo postal

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O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) apresentou denúncia à Justiça Federal contra um funcionário dos Correios por crime de peculato. De acordo com a investigação que resultou na ação, o servidor, empregado no Centro de Triagem dos Correios em Fortaleza, desviava bens do fluxo postal para revender a terceiros. A denúncia é do procurador regional da República Francisco Araújo Macedo Filho.

A situação foi percebida a partir da análise das imagens do circuito interno realizada por outros funcionários dos Correios. A polícia, ao ser chamada ao local, encontrou o funcionário com dois aparelhos de telefone celular e vários pacotes de Telesenas para resgate sob sua posse. Diante das provas, ele foi preso em flagrante.

Ao ser interrogado, o funcionário confessou que roubava bens do fluxo postal. O funcionário disse que revendia aparelhos celulares para uma loja de assistência técnica, mas que os donos do estabelecimento não tinham conhecimento da procedência dos produtos. Em sua defesa, ele afirmou ainda que fazia isso para custear despesas de saúde do filho.

Peculato é um crime de desvio de dinheiro público, ou outro objeto, por funcionário que tem a seu cargo a administração de verbas públicas. É crime específico do servidor público e trata-se de um abuso de confiança pública. Quem comete este tipo de crime está sujeito a uma pena de reclusão de dois a 12 anos e pagamento de multa.

 Fonte: G1

“Sou contrário à privatização dos Correios”, diz presidente dos Correios

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O ministro Gilberto Kassab afirmou que os Correios precisam fazer cortes radicais, sob o risco de caminhar para a privatização. Como o sr. enxerga essa possibilidade?
Eu sou contrário à privatização dos Correios, assim como o ministro Gilberto Kassab e o presidente Michel Temer. Essa não é a nossa orientação. Pelas peculiaridades, capilaridade e a presença nacional da empresa. E, ainda mais, pelo fato de que iniciar um processo desse porte, com a companhia com números tão fragilizados, seria inviável. O ativo está muito depreciado e sua avaliação atual está bem abaixo de seu valor real.

Se o ministro é contrário a essa alternativa, o que está por trás dessas afirmações?
A fala do ministro foi muito mais um alerta para a postura irredutível dos sindicatos dos trabalhadores quanto à realidade da companhia. O governo não vai injetar recursos na operação. Os Correios têm que achar uma alternativa para se manter como uma estatal independente. É preciso recuperar a empresa. Mas, para isso, tenho que tomar medidas duras, antipáticas e desagradáveis.

Um desses pontos polêmicos é o Postal Saúde, o plano de saúde dos funcionários dos Correios. O sr. já afirmou que o benefício é o principal responsável pelo rombo bilionários da empresa. O que é preciso ser revisto no modelo atual?
Precisamos ter um modelo no qual haja uma participação efetiva do funcionário no custeio. Hoje, os Correios arcam com 93% dos custos. Há uma proposta em análise pelos sindicatos. Temos um prazo para um retorno até terça-feira 4. Caso um acordo não seja fechado, as vias judiciais são o nosso próximo passo para resolver essa questão.

O sr. anunciou um plano para fechar 250 agências no País. Quais são os critérios que estão sendo utilizados para definir essas unidades?
Nosso foco são as cidades com mais de 50 mil habitantes, nas quais há uma superposição de agências. Mas estamos tendo muito cuidado, porque não queremos perder nosso grande ativo que é a capilaridade. Em outra ponta, até o fim do ano, vou apresentar um novo plano de expansão via franquias. Esse é um exemplo de parceria com a iniciativa privada que nos ajuda a reduzir a dependência dos custos de manter unidades próprias.

Quais outras medidas o sr. destacaria nesses nove meses de gestão?
Nós zeramos os patrocínios culturais e os patrocínios esportivos caíram 70% de 2016 para esse ano. Abrimos o programa de demissão voluntária, que teve adesão de 5,2 mil funcionários. E também estamos analisando o modelo de demissões motivadas. Mas ainda não posso revelar um número estimado de cortes e também a economia estimada com todas essas iniciativas.

O que explica uma empresa que detém um monopólio apurar perdas bilionárias?
A atividade postal passou por uma grande revolução no mundo. A transformação digital na área de comunicação mudou uma série de paradigmas. E as principais empresas do setor fizeram a lição de casa que o Brasil não fez. Boa parte delas procurou alternativas para diminuir a participação desse monopólio em suas receitas. Cada país achou sua solução. Nós não demos esse passo.

E o que o sr. planeja para reverter esse quadro?
Vou apresentar um plano de reestruturação em abril. Um dos nossos focos é ampliar nossa presença no segmento de encomendas expressas. Para isso, estamos alterando nossas políticas comerciais e investindo em tecnologia para tornar a operação mais eficiente. Ao mesmo tempo, nossa prioridade é rentabilizar ao máximo nossa rede de agências e nossa experiência logística.

O que está sendo pensado nessa frente?
Uma das possibilidades é funcionar como um balcão de atendimentos de diversos serviços públicos. Quanto custaria para o governo federal estruturar uma rede do porte que nós temos? Os Correios têm condições de atuar como uma espécie de “Poupatempo” nacional.

O sr. também sinalizou a intenção de lançar uma loteria. O que há de concreto nesse projeto?
Eu plantei essa semente e já estou conversando com a Caixa Econômica Federal. É um assunto delicado, mas pertinente, dada a nossa presença nacional.

E quanto ao projeto de operadora de telefonia móvel lançado no início de março, em São Paulo. Quais são os planos de expansão e a expectativa de receita com essa oferta?
Até o fim do ano, estaremos em Brasília, Belo Horizonte e outras três mil cidades do País. Nossa meta é chegar a uma receita de R$ 84 milhões em 2017 e de R$ 500 milhões em cinco anos com essa vertente. Mas a operação de telefonia móvel sozinha não vai resolver nossos problemas. Só vamos reverter esse quadro com a soma de muitas iniciativas que estão sendo desenhadas.

O aparelhamento político, em detrimento da gestão técnica, é um dos fatores que também explicam a situação atual dos Correios. Segundo representantes dos funcionários, essa prática segue sendo a tônica em sua gestão. O que o sr. tem a dizer sobre essas afirmações?
Em 354 anos dos Correios como empresa pública sempre houve indicações políticas no alto escalão da empresa. E foram essas pessoas que levaram a companhia a ser uma referência no setor. Temos pessoas muito qualificadas no nosso quadro que vão nos ajudar a recuperar a operação. Os dez anos em que a empresa ficou parada vão acontecer em 2017. Esse é o ano da virada dos Correios.

 

Fonte: IstoÉ!
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